PoLaRaMinE

Como adorar as drogas...



Sexta-feira, Março 21, 2008

Ai, gente. Que preguiça! Vou ficar parafraseando pessoas aqui, porque a preguiça não está pouca não.

Paráfrase um: “Eu tenho tanto pra te falar.” Dá-lhe, Bob.

Pessoas do meu coração. Eu tenho muita coisa pra dizer, então, vou fazer um breve resumo das últimas semanas, ok? Assim, vocês podem ter uma breve idéia do que me aconteceu. E depois vão saber as novidades.

Meu último post foi falando de uma segunda-feira, não é isso? Então, vamos fazer uma fusão com as cenas do final de semana. Estamos na sexta-feira. Depois da aula já. O professor da aula da quarta-feira convidou a turma da noite (nós somos muito animados) para uma farrinha na casa dele. Nem pestanejamos, aceitamos na hora. Quando terminou a aula, fomos num posto e compramos a birita. Tomamos todas. Foi muito divertido. Não há detalhes sórdidos, então, vamos fundir a cena com a de sábado. Apesar de ter sido uma noite light acordei com uma ressaca pesada. Mas era sábado, então, mandei a ressaca pro inferno e fui curtir o sábado. Detalhe para o sábado. A gente já tinha combinado previamente de irmos ao Baile da Saudade, uma festa que acontece no primeiro sábado de cada mês. É uma festa black, num bairro longe pra cassete. O nome da boate era, se preparem, respirem: Flash Dance Danceteria. Já comecei a gostar daí. Vai dizer que vocês não iam querer ir dançar num lugar chamado flash dance? Gente, que coisa mais fofo. Vocês lembram das festas black, do filme “Cidade de Deus”? Eu me senti lá. Calma, o lugar era tranqüilo. O clima que era incrível. Os velhinhos com uns black power grisalhos, eram velhinhos mesmo, dançando black music. Lindo demais. E sem falar nos modelos afro descendentes lindíssimos que haviam lá.

Paráfrase dois: “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”. Viva Vinícius.

Como eu tinha um prazo para ficar na casa. Ele acabou. Mas antes disso fui atrás de um novo lar. Pensei em morar no parque municipal, mas ele fecha à meia-noite. Num rola, né?
Alugar imóvel em Belo Horizonte é muito difícil para quem é de outro estado. Você precisa de dois fiadores. Um com imóvel em Belo Horizonte, e um outro com a renda três vezes maior que o valor do aluguel. Eu não tenho família lá. E quem vai querer ser fiador de alguém que não conhece. Então, vou continuar procurando vaga na casa de outra pessoa.
Voltando ao processo de mudança. No domingo, depois da festa black. Cheguei em casa rezando para que Tati e o namorado não estivessem em casa, e se estivessem, podiam estar dormindo não é? Bem, como querer não é poder. Pelo barulho do chuveiro, eles estavam em casa, e pior, alguém estava no banheiro. E eu queria tomar banho. Então, esperei até que alguém saísse. Oba. Ouvi a porta do banheiro abrindo. Só sou môca as vezes. Fui em direção ao banheiro e, ouvi o som da torneira. Esperei mais um pouco. Advinha quem sai do banheiro como veio ao mundo? O namorado de Tatiana. O animal não entendeu que eu também morava lá, e que poderia querer usar o banheiro também. Fiquei eu e ele morrendo de vergonha, por culpa dele. Desde desse dia, rezei para não encontrar mais os dois mesmo. Ia ser minha última semana na casa, então, queria arrumar minhas coisas em paz.
Com a dificuldade em alugar um imóvel, desisti, e estou à procura de um lugar que eu possa ficar pelo menos até agosto, que é quando eu vou para aí.

Paráfrase três: “É cedo ou tarde demais pra dizer adeus, pra dizer jamais”.

O dia de sair da casa. Sexta-feita, 14 de março de 2008. Voltei para a casa de Binha, que muito gentilmente sempre me acolhe lá.
Sabe a mala rosa que eu me orgulhei tanto em ter comprado porque ela era enorme? Me arrependi. Ela é grande, pesada e eu sempre me lasco com ela. Arrumei minhas tralhas, fiz uma carta simpática para Tati (nem devia, porque fiquei chateada com ela por alguns motivos) e chamei o táxi.
Estava chovendo e eu tinha que carregar a mala rosa enorme e pesada, sozinha. Beleza. Quando o táxi chegou coloquei a mala lá e fui pegar as outras coisas que ficaram dentro.
Vamos fazer um flashback. Na quarta-feira quando eu para aula, estava chovendo muito. Então, como havia comprado uma sombrinha fui fazer uso dela. O corredorzinho que a gente entra na vila é bem estreito, e eu já comecei a ficar atolada pela sombrinha ali. Levantei um pouquinho ela. Pow. Só escuto e vejo o pipoco de Thundera (não sei se é assim que se escreve). Minha sombrinha se agarrou com o fio que abre e fecha o portão de lá. E eu morrendo de levar um choque dei um puxão na sombrinha, que enfim, soltou do fio. Voltemos à sexta-feira.
Deixei o portão aberto para facilitar meu trabalho de transportar meus troços. Depois que tirei tudo da casa, resolvi jogar as minhas chaves para dentro de casa, assim, não teria que me encontrar com Tati para entrega-la depois. Quando eu ouvi o plim da chave caindo, que me ocorreu que o portão poderia ter se fechado e eu não teria como abrir sem a chave. É uma inteligência muito rara, viu? Vai ser idiota assim na puta que pariu. Fui acreditando que estava aberta. Mas sabemos que não ia estar. Lá vai eu bater de porta em porta, atrás de alguém que pudesse abrir o portão para mim. Achei uma velhinha, tão bonitinha. Uma simpatia ela. Queria tê-la conhecido antes. Ela era muito fofinha. Me ajudou a abrir a porta. E me perguntou por que eu tava indo. Fui sem querer ir. Juro. Gostei demais de lá. Era zen. Eu não curtia muito meus vizinhos, os de porta, eles era barulhentos, mas não eram pessoas más. Nem o fato de não gostar do barulho deles me fazia querer menos morar lá. Queria muito que aquela casa fosse minha e não de Tati. Queria muito que coubesse à mim a decisão de entregar ou não aquela casa. Mas, infelizmente, tive que ir.

Paráfrase quatro: “O Rio de Janeiro continua lindo”.

Saí meio fugida, meio achada de Belô, para o Rio de Janeiro. Vim ver minha mãe, meu irmão e a família que tenho aqui. Pouco tenho a dizer por agora. Apenas que: estou comendo feijão. E estou feliz.

Paráfrase cinco: “Viver sem ter a vergonha de ser feliz”. Se tá ruim, a gente ajeita.

Beijos.

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 1:17 AM


Terça-feira, Março 04, 2008

Uma segunda-feira na minha vida

No sábado à noite eu havia mandando uma mensagem para Aline. Pensei que talvez a gente pudesse fazer algo no domingo. Bem, ela não me ligou. Normal, não é? Aline nunca responde meus e-mails. Para minha surpresa na segunda-feira ela retorna minha ligação:

- Peste, tudo bom?
- Alineana meu! Você não me chama mais de Mon Biju. Você não me ama mais – disse eu com voz de quem foi desprezada por uma amiga.

Aline como sempre muito engraçada no jeito alineanamente de ser. Respondeu:

- Ô peste. Esqueci o celular no silêncio na sexta-feira, e só vim notar agora.

Que coisa mais Alineana. Por isso que ela não havia me retornado. Ela era minha amiga, ela não estava me desprezando, apenas, não leu a mensagem que eu havia mandado. Melhor, não é? Então, ela resolveu me convidar para passar o dia com ela. Procurou os ônibus que eu deveria pegar para chegar à casa dela. Ela me deu os pontos de referência tudo direitinho. Ok. Vai ser mole, mole chegar lá. Já sei andar nesta cidade. Pensei tudo isso. E parti para meu caminho até a casa dela.

Primeiro ponto de referência Praça Sete com Afonso Pena. O que haveria de mais fácil. Agora é só pegar o ônibus 2004, ver o posto Ale e o Hospital Belo Horizonte. E já estou lá. Urru! Fácil demais. Entrei no 2004 e fui prestando atenção aos pontos de referência. Ótimo. Passamos pela Savassi, Sion, BH Shopping, Nova lima. Êpa! Pára aí. Onde mesmo? Nova Lima?! Ué, Nova Lima não é grande Belo Horizonte, não? Pera. Pera. Pera. A cerra do currau. Ih! Lascou. Já passei da casa de Aline e agora só o Santo GPS sabe onde eu estou. Ih, mas lascou bonito. Fudeu mesmo. Minha Nossa, onde eu estou? Não, agora eu vou ter que perguntar onde eu estou, para onde eu vou e será que eu chego lá. Uma moçinha nada simpática que estava ao meu lado me falou:

- Xiiii... Passou faz muito tempo.
- E onde nós estamos.
- Ah, estamos em h&ghsj@bddbd.
- Beleza! E para onde vamos.
- hahhf%$&@hjghui.
- Muito obrigada.

Recolhe-me a minha insignificância. Comecei a achar que eu estava indo para Confins. Não a cidade, o inferno mesmo. Desesperada mando uma mensagem para Aline:

Amiga, lascou feio. Me perdi lindo. Não faço a menor idéia onde eu estou mas sei que estou indo para o ponto final do ônibus.

Ela me liga e gentilmente fala:

- Animal, você pegou qual ônibus.
- O 2004, como você havia me falado.
- E onde você está?
- Não sei. Mas estou indo pro ponto final do ônibus e na volta eu chego aí.

Ela me deu novamente novos pontos de referências. Bem, chegarei lá dessa vez com certeza. Quando eu descer desse ônibus eu vou pedir para ao cobrador do outro ônibus me avisar quando estiver chegando perto. E o ônibus continuou indo, indo, indo. Até que o ponto final dele chegou. Longe para dedéu, viu? Eu acho que foram duas horas, nessa brincadeirinha de me perder.

Desci de um ônibus e subi num outro. O seu Cobrador me perguntou de onde eu vinha, para onde eu ia, e me garantiu que eu ia chegar lá. Muito educadamente pedi para que ele me avisasse quando chegasse o Hospital Belo Horizonte, que na próxima parada era meu ponto. Beleza. Depois que eu falei isso para ele, chegamos (ele chegou) numa conclusão. Ele me disse:

- Você pegou o ônibus no sentindo errado! Era para você ter ido para lá e não para cá.
- Sério? Desde que eu entrei no ônibus, eu já estava perdida?
- Não sei perdida. Mas onde você queria chegar, não ia não.
- Acho que eu notei – falei para eu mesma.

De novo na rota. Dessa vez tinha que dar certo. Eu acho que o cobrador ficou meu amigo, porque ele me ofereceu um picolé de morango. Passamos pelo ponto que eu deveria ter pego o ônibus. Bem, pelo menos de novo para casa de Aline eu não me perco. Chegando no Hospital Belo Horizonte, desço do ônibus, ligo para Aline e ela veio me buscar na parada. Detalhe para blusa coral dela que me chamou tanta atenção que sabia que era ela.

Chegando na casa dela. Me senti uma morta fome. E o almoço era um tão sonhado feijão. Nossa, que deleite. Que alegria. Que feijão bom. Delicioso. Meu almoço foi feijão com arroz. Ai. Ali eu fui demasiadamente feliz. Depois do almoço eu fui ajudá-la a fazer pão de queijo. Até então, de todos os pães de queijo que existem a cada cem metros quadrados nessa cidade, o melhor de todos é o dela. Quando a noite caiu. Ela foi para aula e eu tinha que ir para minha. Marcelo, noivo dela. Me deixou na praça sete com Afonso Pena. Mas para ir para minha aula eu sabia caminho. Não me perdi.

Assisti aula. Normal. Era de fotografia, foi bacana. Como era a última aula do professor fomos fazer uma “despedida”. Fomos ao Bolão, em Santa Tereza. Um bar conhecido por ter dado apoio as bandas mineiras. Tanto que bandas como Sepultura e Skank, dão de presente ao bar discos de ouro, prêmios que ganharam. É bem legal. Quando menos esperávamos caí uma tempestade. Ora, para mim é tempestade. Não vejo raio cair sempre. Não ouço barulho de trovão sempre. Foi um chuvão. E depois o céu limpou. E nós fomos ver o dia nascer da praça do Papa.

Eu poderia até mudar o título da história para uma segunda-feira muito louca. Porque de tão maluca como ela começou, terminou de forma bastante poética. O sol nascendo. As imagens aparecendo por trás das nevoas. Mas prefiro pensar nela como uma segunda diferente, que tinha tudo para ser uma merda e acabou sendo um dia muito especial e feliz. Essa sim, será uma segunda-feira em minha vida.


efeito colateral:

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 8:19 PM


Domingo, Março 02, 2008

Lava roupa todo dia

Ai! Sexta-feira foi um dia bem cansativo. Dia de lavar e arrumar a casa. E o pior, decidir com que roupa ir para aula. A gente nunca sabe o que pode acontecer numa sexta-feira à noite.
Bem, saindo da aula fomos à Praça de Santa Tereza num barzinho chamado Bolão.
Chegando lá estava muito cheio, então como em Santa Tereza tem muito boteco andando a gente ia encontrar mais. Passamos por um forró. O povo daqui curte, mas pelo menos é um forró de raiz, não é aquele forró eletrônico, horroroso. Mas continuando paramos num bar chamado “Desde 99”, o ano em que ele abriu o bar. Uma onda, não é o nome? Lá estava no esquema feirinha, sabe? A gente encostado nos carros conversando. Foi muito legal. Saindo de lá, voltamos ao Bolão e dessa vez havia mesas. Sentamos conversamos muito. O pessoal da minha turma é muito gente boa.
Indo para casa começou a chover. Daí, um colega chamou a gente para ir nos proteger da chuva na casa dele. Chegando lá, estava todo mundo com fome. Advinha, quem foi cozinhar? Eu! Estou me achando uma “mestre cuca”. Fiz um dificílimo miojo. Mas houve um plus fiz um molho muito doido lá, mas ficou bom. Parando de chover eu voltamos para casa.
Momento leseira: Quando a gente saiu da casa de Cadu, a gente não viu o porteiro, ficamos esperando um tempão e nada. Eu comecei a ficar puta, né? Como se faz para sair do prédio? Quem vai comprar pão, como faz? Daí, me veio um estalo. Para abrir o portão daqui de casa, tem que apertar um botãozinho. Resolvi dá uma ré e procurar o pitoco. E não é que ele estava lá. Passamos quase vinte minutos trancados de lesos. Ai Deus!
Cheguei em casa de manhã. Cansada que só. Fui dormir.

Sábado

Tarde

Acordei umas duas e pouquinho. Comi alguma coisa e voltei a dormir. Resolvi pegar a televisão que fica na sala e levar para meu quarto. Tatiana nunca está em casa mesmo.

Noite

Acordei de novo as seis e tantas. Nossa, quando olhei o celular muita gente tinha me ligado. Mas eu já havia decidido que ia ficar em casa mesmo. Eu estava morta. Eu estava com vontade de comer pizza mas estava com preguiça. Só tive coragem de fazer alguma coisa pra jantar porque eu estava com fome. Se não eu tinha ficado assistindo tevê mesmo. Jantei, tomei banho e assisti tevê. E fui dormir de novo.

Domingo

Gente, dormi até nove e tantas. Não sei até agora aonde eu arranjei tanto sono. Fui então, fazer tapioca. Mas não deu certo de jeito nenhum. Não sei o que aconteceu. Desisti, né? Comi o queijo assado. E fiz um leitinho quente. O clima está esfriando.
Resolvi ligar o computador pra ver se eu capto algum sinal. Ele está bem fraquinho mas ele funciona quando quer.

Tarde
Estou aqui esperando a hora da fome para ir fazer meu almoço. Meu sonho hoje era ser convidada para almoçar na casa de alguém. Ou almoçar na minha casinha daí, ou na casa de painho, como sempre fazia aos domingos. Mas já que estou aqui e não aí, vamos para a cozinha ralar o bucho no fogão.

Depois mando mais notícias.

Saudades incomensuráveis.

Beijos.

Cê.


efeito colateral:

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 3:11 PM




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