PoLaRaMinE

Como adorar as drogas...



Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

Aviso aos navegantes

E aí, meu povo? Tudo jóia? Vou começar do domingo. No sábado, acho que eu falei que havia dormido na casa de Amanda e de manhã voltei para casa num domingo chuvoso. Chegando a casa fui tomar um banho quente, afinal, havia tomado chuva. Depois fui fazer meu almoço, como eu havia comprado uma abobrinha na feira no sábado, fiquei morrendo de vontade de comê-la. Daí resolvi faze-la do jeito que eu via mainha fazer. Assim o fiz, mas salguei e muito a abobrinha. Ficou horrível. Não deu para comer mesmo. Fiquei puta e fui dormir. Mas antes disso me ligaram para ir à Praça da Liberdade. E fui! Ah, vocês já sabem disso. Eu acabei de ver que eu já havia falado até a festa do Oscar. Bem. Já era. Não vou apagar não.

Segunda-feira

Segunda, acordei tarde, tipo umas onze e tantinho. Fui fazer meu almoço. Quero que fique registrado aqui o dia em que fiz meu primeiro arroz sem ser feito em cuscuzeira. Refoguei o bicho, depois coloquei a água. Ficou um pouco duro, mas ele era integral, então a culpa é do arroz. Como acordei tarde, o frango estava ultra-congelado. Demorou horrores para ele descongelar. Mas o jeito era esperar. Então, pensei o que fazer? Hum. Abobrinha? Ah, não. De novo não. Tem cenoura! Cenoura? Não, não. Cenoura não. Batata? Batata! Batata sim, uma ótima idéia. Mas que tipo de batata? Um purê. É mais simples, não é. Mas como se faz purê? Ah, sei lá. Hanna fez um lá quando eu ainda estava na casa de Binha. E ela ficava perguntando pra mãe detalhes. Ufa. Lembrei dos detalhes. E não é que deu certo! Deu tudo certo. O frango descongelou, cortei-o em tirinhas, piquei pimentão, tomate e abobrinha, não resisti. Refoguei tudo e coloquei um pouquinho de shoyu. Deu certíssimo. Sobrou um pouco do almoço e eu resolvi comer no jantar. Aqui em casa nada vai pro lixo. Só se passar a validade. E sim, ainda sobrou purê. Mas quando chegar a terça-feira eu digo para vocês o que eu fiz com ele. Cenas para o próximo capítulo.

Noite

Bem, segunda-feira é dia de aula. Tive aula de fotografia Still. Quando terminou a aula o professor disse que ia ter uma exposição de fotografia num bar chamado Conservatório. Eu e Felipe, colega meu do Espírito Santo, convidou a gente topa. E como, ele também mora aqui em Floresta, pertinho de casa, então tudo certo já. Eu nem ia, tava com frio tomei um super banho de chuva para chegar ao curso. Mas resolvi ir. Fomos Felipe, eu, Bruno (professor), Mariana (colega) e Thiago (colega). O pessoal muito gente boa. Nossa. Conhecemos um fotógrafo muito engraçado que fazia umas piadas muito doidas, eu morri de rir. O povo daqui adora meu sotaque, pelo menos não tiram muita onda. Saindo do conservatório, fomos para a praça do papa, que fica num morrinho que dá para ver Belo Horizonte. Como era alto senti um frio da porra. Eu estava congelando, mas o restante tava só sentindo um friozinho. Saindo do praça, fomos ao mirante que daí sim, dava pra ter uma boa panorâmica de Belo Horizonte. Gente, lindo demais. O professor se empolgou e começou a levar a gente para uns pontos turísticos daqui. Muito legal. Fomos na ladeira, sei lá o quê do amendoim. Que é um ponto daqui que se você desligar o carro ele anda só. E se você jogar um líquido ele sobe. Dizem que é ilusão de óptica. Bem, não funcionou não a história do carro. Quem sabe em outra oportunidade funcione. Conheci a tobogã da Contorno. A contorno é uma avenida daqui que é “circular”. Belo Horizonte foi projetada para ficar dentro da Contorno, mas a cidade cresceu bastante e ela vai muito além da Contorno. O tobogã são umas ladeiras que dá friozinho na barriga. Essa foi minha segunda-feira. Detalhe para o bar tinha gente animada na segunda-feira.

Terça-feira

Aproveitar o sol para lavar roupa. Mas antes de tudo. Fazer almoço. Sabe o purê que sobrou do almoço de segunda. Quis fazer um bolinho de batata, parecido com um bolinho de macaxeira. Mas como eu vou fazer isso? E agora, quem vai poder me defender? Lá vamos nós para mais uma cena de divagações entre eu e eu mesma. Eu não sei fazer isso! Pois é, mas você pode inventar! Inventar? É mesmo, não é? Eu tenho farinha de trigo. Eu pego o purê coloco farinha de trigo e faço um bolinho. Simples assim. Tá, então vamos picar tomate e pimentão. Ok, já é! Hum, sabe o que seria bom também? Ai, o que? Colocar queijo coalho no meio! Sério? Ah, fica. É, queijo coalho é bom, batata é bom, então deve ficar gostoso.
Fiquei sem paciência de fazer os bolinhos e acabei fazendo um bolão. E não é que ficou bom. Ficou parecido com o gosto de batatas suíças que há anos eu tento fazer. Achei um genérico.

Tarde

Fui assistir um documentário sobre Norman McLaren, eu acho que já havia falado nele. Ele fazia animações desenhando e pintando sobre a película. O cabra era doido mas muito inteligente. Saindo de lá fomos para a Praça da Estação. Procurem no google é pertinho daqui de casa. Sim, fomos assistir uma palestra com Arnaldo Antunes. Foi bem legal. Ainda tem mais, calma. Fomos ao Teatro Francisco Nunes, assistir um show de Kristoff Silva, é um músico daqui. O som dele é bem legal. E tudo isso de grátis.

Noite

Saindo de lá, eu tinha combinado com Binha de me encontrar com ela lá no Conservatório, era aniversário de um amigo dela. Estava rolando um blues bem legal. E sim, meninas, amigas solteiras, não se desesperem ainda existem heterossexuais no mundo. Não é lenda não, eu vi. No blues tinha mais homem que mulheres. Nunca tinha visto isso.

Quarta-feira

Dia preguiçoso não tive vontade de fazer nada. Advinha quem veio para tomar café-da-manhã? Tati! Descobri que tinha sido o aniversário dela na terça-feira. Conversamos um pouco e logo, eles saíram. Passei o dia comendo pão-de-queijo. Eu falei que estava com preguiça. Quando foram umas 15h, fui fazer um exercício de roteiro. Desde quarta passada eu fiquei matutando uma idéia. E nada de idéia. Meu Deus. Deu branco. Não saía prestasse. Até que tive uma idéia muito louca. Nossa Senhora. Depois eu falo pra vocês.
Tomei banho e fui para aula.

Noite

Na aula apresentei minha idéia. Acho que as pessoas não acharam interessante, pelo menos não houve manifestação. O professor contestou algumas coisas que eu dei toda razão para ele. Eu tenho que amarrar mais minha idéia. O tema é protagonista. Quem é o protagonista de sua vida? Quando eu era pirralha, eu entrava em conflito quando eu parava pra pensar se as outras pessoas faziam parte de minha vida, ou era eu a coadjuvante da vida dos outros. Tipo, eu existia apenas para que alguém esbarrasse em mim, e mais tarde eu faria parte da história do outro. Isso é muito louco não é? Pois é. A base é essa.

Pós- aula

Está virando rotina sair depois da aula. Tem um boteco na esquina da escola. O bar do Chuba. Eu acho que é isso. Muito legal lá. Tem várias fotos de time de futebol e de pessoas. Eu acho que tinha uma foto de Elba Ramalho lá. Naquela fase que ela usava uma moita na cabeça. Eu contestei minha saída. Segunda, terça e quarta. Daí, Cláudio, professor de roteiro me falou. Seja bem-vinda a Belo Horizonte, aqui nós não temos mar, então temos que arranjar o que fazer. Então, eu fico olhando o povo bebendo e como isso é normal para eles.

Quinta-feira

Acordei. Fui fazer meu almoço. Acordei tarde de novo. E não estava com paciência de esperar o frango descongelar. Então fui inventar algo. Bem, comer macarrão é sempre mais fácil. Estou virando expert. Advinha o que eu fiz? Abobrinha! Ela não acaba. Mas eu não ia comer macarrão com abobrinha. Muito seco. Daí, advinha? Piquei tomate e pimentão. Não, eu não tenho outra coisa pra picar. Só isso mesmo. Sim, azeitonas. Refoguei tudo. Bem, resolvi arriscar. Eu tinha comprado um requeijão. E tinha uma caixinha de leite. Resolvi misturar tudo. Imaginando que isso não poderia dar certo. Coloquei o tempero pronto. Ficou molinho o pobre. Parecia mais um leite. Pensei: não vou comer isso. Dialogando comigo mesma parte dois. Mas se depois que o macarrão estiver pronto eu colocar ele junto desse leitinho, será que ele não fica mais consistente? Vamos tentar. Quem vai ter que comer sou eu mesma. Fiz a gororoba. Mas ainda tava muito leitinho. Eis que surge uma idéia. Por que não colocar farinha de trigo? Acho que o leitinho vai pelo menos engrossar. Coloquei. Ih, que medo. Lembre que algum dia de minha vida alguém falou algo do tipo pode embolorar. Lasquei-me. Vai virar mesmo algo muito ruim. Mas nem foi. Ficou bom. Juro. Acho que a base do molho branco deve ser essa. Bem, não sei.

Tarde

Amanda me mandou uma mensagem dizendo que tem uma vaga de produção cultural. Vou mandar meu currículo para o e-mail da produtora. Se a internet funcionar. O que eu gostaria muito. Ai! Gente, torçam aí por mim. Preciso de uma rotina urgente.


Noite

Fui ao Palácio das artes, eu moro lá. Tem um senhorzinho do cinema lá que já todo amiga meu e de Amanda. Ontem começou uma mostra de crítica e realização audiovisual. Bem legal. Tinha um Pernambucano, Kleber Mendonça Filho, ele é o diretor de Vinil Verde, ele lançou um documentário sobre crítica cinematográfica fenomenal. Muito bom.

Sexta-feira

Hoje foi dia de Tonha como disse Nana. Varri, passei pano, lavei roupa, tirei lixo, fiz almoço... Cansei.

Depois eu conto o resto.

Beijos.

Saudades.

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 3:48 PM


Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

As mais novas

Nós paramos na quarta-feira, não foi? Alias, acho que na terça-feira. Bem, na quarta, acordei cedinho para encontrar com Amanda pra gente tirar a carteira de trabalho. Marcamos para nos encontrar na praça sete. Dessa vez consegui chegar lá direitinho. Demos uma volta no quarteirão achando que estávamos chegando ao Ministério do Trabalho, mas acabamos no mesmo lugar de onde a gente havia saído. Nós encontramos, enfim, a rua e a gente foi em direção ao Ministério. Chegando lá tinha uma fila enorme, quase que a gente desistia, mas já que a gente já estava lá mesmo o jeito foi enfrentar a fila que até andou rápido. A senha que conseguimos era pra meio-dia, então, fomos passear pelo centro. Me sentindo a própria mineira, levei Amanda no mercado central, aquele mesmo que eu comprei a goma da tapioca. Depois eu conto sobre a tapioca que eu fiz.

Andamos, andamos, andamos, até decidirmos comer alguma coisa. Como comida de centro é sempre duvidosa a gente não sabia os lugares mais indicados, então, fomos comer algo no shopping cidade. Sabia que para entrar no banheiro de lá paga-se trinta centavos? Pois fiquem sabendo. Passear no centro não tem preço, mas lavar as mãos custa alguns poucos, contudo, representativos centavos.

Comemos e saímos correndo porque já era quase meio dia. Chegando ao Ministério, as nossas senhas já tinham sido chamadas. Mas ainda assim conseguimos fazer o cadastro. Dia 27 de fevereiro, entre as dez e as dezessete horas, vamos buscar nossas carteiras com o coração cheio de esperança de um emprego. Assim seja!

Quando cheguei em casa, fiquei com idéia fixa de comer tapioca. Daí, tentei secar a goma com guardanapos, porque aqui em caso só tem um pano de prato. Legal, né? Bem, desisti e voltei a tentar algumas vezes, até conseguir peneirar bem bonitinho. Olha que chique! Consegui comprar queijo coalho, não é tão bom quanto o daí mas é bonzinho. E comprei coco ralado. Foi uma luta encontrar coco ralado sem ser industrializado, e o que eu comprei não era ralado na hora, sabe? Tem um gosto esquisito, é bem seco, sem muito gosto. A minha tapioca se fosse só de queijo talvez tivesse ficado até boa, mas o coco não deu aquele “tcham” que eu gosto tanto. Minha tapioca não tinha o gosto daí, mas pelo menos deu pro gasto. Eu estava me achando uma moçinha fazendo tapioca.

À noite fui para aula. Nas quartas-feiras, eu tenho aula de roteiro. Ainda estamos no começinho, mas está sendo legal. Quando terminou a aula, o professor chamou a gente pra tomar uma, fomos em sete, acho, a turma é maior, mas cada um tinha o que fazer no dia seguinte. Então, fomos nós, pelo menos alguns. Eu estava com dor de cabeça, acabei que só tomei uns copinhos. Gente, pela amor de Deus! Quando um mineiro chamar você pra tomar uma, entende-se: vamos ali tomar uma gradezinha de cerveja! Quando eu fui embora faltava umas três cervejas pra completar uma grade! Juro por Deus.

Chegando em casa fiz um cronograma de coisas para fazer na quinta. Tipo, comprar vassouras, rodos, pano de chão e produtos de limpeza.

Quinta-feira

Acordei e fui atrás de vassouras e adjacências. Comprei tudo bonitinho e fiquei olhando pra elas e elas olhando pra mim. Eu ficava pensando se eu estava com disposição pra fazer faxina, e acabei sem fazer. Fui fazer meu almoço. Peguei o que sobrou do almoço que Binha fez pra mim na segunda-feira, deu um up grade e comi. Não estava ruim não. Mas bom, bom, como a comidinha de mamãe estava bem longe.

Eu estava disposta a passar o dia em casa, com preguiça, mas ao mesmo tempo esperando que algo aparecesse para fazer. Daí, eis que o telefone se manifesta e é Amanda me chamando para ir assistir mais uma mostra de curtas lá no palácio das artes. Saí de casa um tanto tarde, e como aprendi a chegar no centro andando, fui a pés para lá, o que me atrasou ainda mais e acabamos que perdemos a sessão as 17h, depois deu preguiça de assistir filmes e fomos andando até o café da Travessa, lá na Savassi. Muito legalzinho lá. A Savassi é o bairro dos barzinhos bem legais. Eu e Amanda temos o dom de presenciar momentos bizarros do cotidiano mineiro. É uma onda. Tinha um doido cantando coco num instrumento que é uma mistura com flauta, berrante e sei lá mais o quê. Muito tronxo!

Em casa mais uma vez estava só. Assisti “Queridos amigos” e foi dormir. Tive uns pesadelos loucos que eu estava tendo crises de asmas. Uma agonia só. Quando acordei, lembrei do sonho e pensei “É um sinal! Vá limpar seu quarto”. Peguei meus mais novos instrumentos e fui varrer o quarto. Meu pai eterno, o que era aquilo? Não sei se algum dia o quarto viu uma vassoura, mas se viu, fazia muito tempo. Prendi o ar e comecei a varrer, tirei a cama de lugar, varri tudo, até o teto. Era poeira, viu? Puta merda! Depois de ter varrido, peguei os dois panos de chão que eu comprei e peguei um balde emprestado de Tati, para dissolver uma solução para assoalho. Fiz lá a porra toda e passei no chão. Quando eu olhei a cor do pano, ele, o pobre estava bem pretinho demais. Ai que nojo. E ter que enfiar o bicho no balde, torcer. Afe Maria, que o ó. Mas fiz, né? Fazer o quê? Meu quarto tá tão limpinho e cheiroso, valeu a pena. Animada depois de ter feito a faxina no quarto. Resolvi dá uma geral na casa. Mas assim, não me dediquei tanto ao resto da casa, quanto ao meu quarto. Mas pelo menos a casa tá mais limpinha e cheirosa. E os méritos são meus! Todos meus!

Na hora do almoço fiquei com preguiça de ir no mercadinho comprar alguma coisa e nem queria comer as sobras, da sobra. Queria comer feijão. Mas nem sei fazer, nem tenho uma panela de pressão. Vocês não querem me dar, não? To tão precisada de panelas. Eu só tenho uma frigideira que eu comprei por R$3,99 numa loja de R$1,99. Ás vezes a comida sai temperadinha da panela, sabe? Com uns pontinhos pretos, quando eu vou ver, é da panela. É uma onda! Sim, voltando. Meu almoço, ou lanche, a refeição que eu fiz hoje foi biscoito Bono, tava com preguiça mesmo. Comi sanduíche no jantar!

À noite, fui conhecer BH Underground. Brincadeira! Fomos, eu e Amanda, para um bar chamado Matriz, é mais tipo uma casa de show. O lugar era bem bonitinho. Assim, era legalzinho, meio escondidinho, escuro, com umas luzes amarelas em determinados pontos. Iam tocar bandas instrumentais, a princípio pensei: Que saco! Mas não, as bandas eram ótimas, curti muito.

Sábado-feira

Amanda dormiu aqui em casa, ficava melhor voltar as duas para um mesmo lugar que cada uma para suas casas. Enquanto ela dormia eu fui nos mercadinhos que tem aqui por perto e complementei a feira. Pasmem! Eu entrei num açougue. Eca! Mas tudo bem, são ossos do ofício. Comprei os bifezinhos já limpinhos de franguinhos para fazer um frango à parmegiana. É assim que se escreve? Fiz o molho, fiz tudo bem bonitinho, exceto por: eu resolvi não sei porque cargas d`água colocar farinha de trigo ao invés de rosca. Eu achava que era farinha de rosca, mas eu nunca tomo as decisões óbvias. Mas não ficou de todo ruim não. Deu pra comer direitinho, deu até pra jantar. Ora vejam a minha evolução culinária.

À tarde eu consegui achar um sinal de wi-fi entre a copa e a cozinha. Um sinal ruim que não era constante. Ué, pelo menos consegui responder alguns recadinhos do orkut. Colocar umas fotos. Espero conseguir encontrá-lo novamente.

Quando a noite caiu, fui encontrar com Amanda num bar. Pelo menos eu achava que era um bar, mas que para minha surpresa era uma boate cheia de sabe o quê? Sub-vinte cheio da grana. Minha primeira reação foi, vou ficar só um pouquinho pra não ser mal-educada, já que era aniversário do primo dela. As pessoas foram extremamente simpáticas. Mineiros são legais mesmo. Mas tunts-tunts é além demais da conta. E cheio de gente, foi me dando uma agonia. Um pouco depois de meia-noite, eu estava caindo de sono e resolvi vir pra casa. Mas ninguém deixou e eu acabei dormindo na casa de Amanda.

Domingo chuvoso

Ave Maria do céu amado, que toró! Só ouvia o trovejar e os raios bem sutis fazendo um clarão um tanto distante de onde a gente estava. Quando tomei consciência que era chuva mesmo, um lascou tudo surgiu lindo na minha mente. Eita, que essa frase ficou bonita, gostei! Era chuva forte mesmo. E eu me sentindo suja com cheiro de cigarro com os dentes sem ter escovado, foi me dando uma turica, uma vontade de ir embora. Na hora do acalmar da chuva. Outra frase bonita. Eu piquei a mula. Picar a mula? Que anti-romântico! Estava chovendo menos e vi naquele determinado momento que dava pra chegar em casa. E cheguei.

Já na minha casinha, tomei uma banho bem quentinho. E aqui estou eu relatando certos detalhes de minha vida. E procurando o sinal. Se alguém o vir por aí, diz que eu estou atrás dele.

À tarde fez sol. Muito louco, mas estava frio. Quando foi pero das 17h saí de casa para encontrar uma galerinha gente boa na praça da liberdade. É tipo uma calçadinha concentrada de gente de todas as tribos, idades. É uma onda.

Quando a noite chegou fomos, me chamem de brega, pra festa do Oscar. Sim, eu e uns colegas lá da escola ganhamos umas cortesias para ir numa festa no Cine Belas Artes assistir a premiação dos Oscar. Não pagava pra entrar, e era tudo grátis. Ficamos até o fim. Foi muito engraçada. hahahahahahah

Queridos, vou ficando por aqui.

Beijos,

Até breve.

Cê.

p.s: Fui fazer meu almoço.Contenção de despesas, né? Mas que eu queria comer uma comida boa, eu queria. Salguei meu almoço. E eu que achava que estava evoluindo. Isso foi ontem, no domingo. Meu almoço hoje ficou bom. Tô uma moçinha.


efeito colateral:

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 2:30 PM


Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

Ó eu aqui de novo

Vamos continuar com os relatos do sábado. Fui almoçar na casa de Binha (Bárbara), comi peixe. Depois fomos a um samba lá na Savassi (um bairro), no bar da Dalva. Bem, a principio parecia aqueles sambas que tinham lá no Manjericão, logo após, entrou um grupo de chorinho.

Deixa eu tentar descrever o bar. Nas paredes haviam fotos, pinturas de grandes compositores e cantores brasileiros.Mas o que chamou atenção foi um quadro grande com o rosto de Vinícius de Moraes entre um freezer da BOHEMIA, e um letreiro também da BOHEMIA. Que redundância, não?

Fui pro samba com Binha, amigos dela, depois chegou Amanda, uma amiga que fiz ainda na internet, que é de Goiás. Eu já falei dela? Pois bem, estávamos todos lá no bar da Dalva. E sim, eu vi pessoas bonitas. Hahhahahhahah

Saindo do sambinha lá, fomos ao bar Temático. Onde tem umas comidinhas premiadas no festival de comida de boteco. Bem, advinha o que eu comi lá? Macaxeira cozida com queijo de coalho. Ah, como eu fui feliz! E depois vi que lá tem patola e casquinha de caranguejo! Feliz? Sim! Na porta tinha um Lampião e uma Maria Bonita, o dono era um nordestino que o garçom, Soares, não soube me dizer de qual Estado.

Voltando para casa, entrei em casa na pontinha dos pés, para não acordar Tati, minha colega de casa, já falei dela? Bem, cenas para o próximo capítulo. Ela não estava em casa. Bem, comi um sanduíche e fui dormir. Não preciso dizer que escovei os dentes e pá, e tal, né? Dormi de pinga-pinga, acordava a cada duas horas. Como notei que estava sozinha em casa, resolvi dormir até umas duas, três horas da tarde, assim o domingo seria menor.

Vamos ao domingo.

Hum, domingo. O domingo a partir de hoje vai ser o dia oficial da Saudade. Nossa, senti saudade de quase tudo. Senti falta de ser acordar as 11h para almoçar com painho. Senti saudade de ouvir vovó brigando com Paulinho. Saudade do bolo de passas de mainha, detalhe para o fato de eu detestar passas. Até de catar as passas do bolo. Saudade de entrar na internet perto das 17h, para combinar de fazer alguma coisa. E aí, vamos ao cinema? Saudade dos amigos. Saudade do meu irmão. Saudade da vida daí. Mas não se preocupem está tudo bem por aqui. Estou gostando. Mas saudade é algo meio inevitável, né não?

Ainda no domingo. Marquem este dia nas suas agendas. Dia 17 de fevereiro de 2008. Eu, Ce, fiz meu próprio almoço. Como assim, Bial? Pois bem, comprei aqueles temperos, sabe? Tipo alho, cebola e sal. Eu não consegui comprar separados. Comprei um extrato de tomate e atum. Refoguei na manteiga os temperos e o atum. Depois coloquei o extrato de tomate diluído com um pouco de água. Depois fiz o macarrão. Não era instantâneo, tá? Fiz um macarrão mesmo. No final das contas não ficou bom, ficou um pouco salgado, mas também não estava ruim. Deu pra comer beleza. Claro, que com coca-cola desce mais fácil, mas com o tempo a gente aprende.

Advinha, quem apareceu? Tati! Eu estava achando que morava sozinha mesmo. Conheci o namorado dela, Marcos. Eles são gente boa. Um povo tranqüilo. Ela também não come vermelha. Imagina, nem vou me deparar com pedaçinhos de vaquinhas no freezer.

Planos para a segunda-feira

Tem um mercado central aqui. Alias, em todo mundo deve haver uma. Dã! Vou atrás de sabe o que? Goma de tapioca. Vou tentar fazer tapioca. Queijo coalho aqui tem. Coco ralado deve ter também, eu acho. Então, o problema maior vai ser encontrar a goma. Sabe o que eu encontrei lá. Quase tudo. Só não consegui fazer a tapioca. Eu coloquei a goma lá de molho.

Ó segunda-feira

Uau! Eu quase entro em colapso no curso. Na hora do intervalo a gente vai pro Hitchcoffe, que fica na escola mesmo. O céu abertão de repente só escuto os pipocos de “tandera”, uns trovões bem legais que vinham seguidos de raios, longes, mas raios. Assim, estou exagerando um pouco. Mas sabemos que esses momentos são raros aí. Aqui são comuns. Fiquei com um medo da porra, não vou mentir pra morrer preta! Eu rezando pra Tati está em casa, minha veia Chapolim Colarado estava mais aflorada que nunca. Mas ela nem estava. Liguei a tevê para me atualizar e abstrair os clarões e os pipocos. Assisti o primeiro episódio de “Queridos Amigos”, vem cá aquilo lá é um filme, né não? Inglês se não me engano. Será com Emma Topson, hein?

Assim, sabe o que mais gostei? Pasmem! Foi de ver os conterrâneos nem tão velhos de guerra na telinha. Pra vocês devem ser besteira. Mas é um tanto confortante ouvir nosso sotaque, verdadeiro, nem que seja “de longe”. Quando vi Luis Carlos Vasconcelos, Mayana e até o próprio Ravi, me senti mais próxima daí.

Terça-feira chegou

Eita, que o tempo está esfriando. Depois de dias de calor e sol intenso. Uma chuva fina e chata, e um friozinho, até então, suportável apareceram. Eu sabia que deveria ter ido lavar roupa ontem. Mas beleza, hoje só está frio e chovendo. É pra me acostumar ao clima. Lavei a roupa e depois fui almoçar. Um parêntese, eu “fiz” meu almoço! Peguei sobras do almoço de domingo e de ontem, e criei uma gororoba pra comer hoje. É melhor nem comentar.

Durante tarde fui com Amanda no Ministério do Trabalho pra gente fazer nossas carteiras. Me perdi pra variar. Alias, me desorientei. Mas consegui encontrar com ela. Fila da porra. Deixamos para amanhã às 8h. Fomos depois para O palácio das artes penso demais em vocês lá. Tem exposição de fotografia e afins, espetáculos de teatro e dança, mostras de cinema. Fomos assistir a mostra de curtas de Norman McLaren, foi um doidinho radicado canadense que fazia animações desenhando e pintando sobre a película. Muito louco! Depois fomos ver um exposição de fotografia com retratos de comunidades de quilombolas, não consegui lembrar do nome do fotógrafo, mas o cabra é bom!

Nossa, eu tenho que arranjar internet urgente, não é? Ou começar a escrever algo que não seja meu dia.

Como eu aprendi a ligar a televisão daqui faz pouco tempo, por isso que meus posts estão assim, grandes. Não tem internet, estava sem televisão. O que fazer? Ler, escrever e ouvir música.

Eu escrevo tudo que eu quero no PCê e depois eu mando pro pen drive e procuro uma lan house para postar. E procuro também lugares próximos que tenham Wi-Fi, até agora não nem uma, nem outra. Mas se vocês estiverem lendo isso é porque mudou. E eu encontrei.

Amo vocês.

Vou ficando por aqui.

Beijos.

Saudades incomensuráveis.

:****

efeito colateral:

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 2:27 PM


Sábado, Fevereiro 16, 2008

Notícias daqui

Bem, faz tempo que eu não atualizo vocês das coisas que estão acontecendo por aqui. Pois bem, vou atualizá-los.

Segunda-feira

Começaram minhas aulas lá na Escola Livre de Cinema. Como sempre a primeira aula é inaugural pra gente conhecer alguns professores, o espaço, e os coleguinhas, é claro. Os professores são bons, eles são bem científicos, isso é bom porque as aulas são bem profundas. Os coleguinhas são muito gente boa, alguns ainda não conversei, mas todo mundo ficou espantado quando eu disse que vim de João Pessoa, para fazer o curso.

Depois da aula, tive que voltar pra casa, com um mapinha do bairro pronde eu ia, com o número do ônibus, com tudo. Mas eu sou muito lesa, sei lá, me perdi lindo. Uma moça, nem tão moça assim, chamada Dora, me ajudou, fui no ônibus com ela, e ela me explicou como chegar em casa. Mais um vez me abestalhei e me perdi de novo. Me perdi ainda mais lindo. Mas ainda bem que Belo Horizonte é a cidade oficial dos Botecos, e sempre tem gente na rua. Encontrei com um senhor chamado Gilson, que me explicou como chegar em casa. Vocês não tem noção da ladeira não. Minha gente, ela era enorme e íngreme, eu achava que meu coração ia entrar em colapso, o bicho tava mais doido que nunca, batendo descompensado e forte. Cheguei em casa roxa, morrendo de sede e cansada. Foi daí, que eu resolvi vir morar no bairro da escola, tem ladeira mas não aquela.

Terça-feira

Foi quando eu passei o dia inteiro procurando lugar pra morar ligando pra muitas pessoas atrás de quarto vago. Mas lembrei de um detalhe, pela manhã fui conversar com um amigo de Bárbara que trabalha pra FGV (Fundação Getúlio Vargas), e ele quer fazer umas vídeo-aulas para ensino a longa distância. Bem, o que ele queria estava muito além do que eu podia fazer. Era mais trabalho de web designer, do que de videastas/cineastas. Na minha saga em busca de um lar, fui num bairro muito simpático olhar uns quartos. Mais uma ladeira terrível. Quando eu cheguei no lugar eu entrei porque já havia ido até lá, então, não podia mais desistir. Era tipo uma pousada mas com banheiro coletivo. E nem tinha mais vaga. Bem, subir aquela ladeira todo dia e pegar busão todo dia estava fora de cogitação. Quando foi a noite eu vi na internet que tinha uma vaga no bairro do curso. Liguei, acertei de conhecer no outro dia a casa.

Quarta-feira

No outro dia fui na casa. É tão bonitinha parece casa de boneca. São diversas casas dentro de uma casa. Você não dá nada, mas daí tem uma vilinha, com casinhas, roxinhas, verdinhas, rosinhas. Me apaixonei pelo lugar. Daí combinei com a menina, e resolvi ficar. Infelizmente, ela conversou comigo e me disse que ia ter que entregar a casa daqui a um mês. Resolvi ficar mesmo assim. Não agüentava mais minhas roupas dentro de malas. Pelo menos eu tenho de quinze a vinte dias para descansar até voltar a incrível saga em busca de um novo lar.

Outro dia de aula. Minhas aulas são nas segundas, quartas e sextas. Eu ainda estava na casa de Bárbara, peguei o ônibus certo, parei no lugar certo, mas resolvi ser sabida (lê-se idxióta, daquele jeito que Flaviano fala) e ir reto porque daí eu chegava mais rápido na rua da escola. Advinha? Andei tanto que fui parar em outro bairro. Daí tive que voltar e subir mais uma vez uma ladeira horrorosa. Se eu não chegar gostosa dos pernão aí, eu dane! Depois de tudo isso me encontrei e achei a escola. Deixa eu falar uma coisa pra vocês, acho que nem os mineiros sabem, mas as ruas de Belo Horizonte à noite, elas saem do canto onde estão pra brincar de esconde-esconde. Nunca encontrei uma. E pra voltar, consegui uma carona. Uma colega minha, Camila, gente boníssima mora em Santa Efigênia pediu para o pai dela me deixar em casa.

Quinta-feira

De manhã fiz minha mudança, trouxe minhas malas e arrumei no quarto. Lavei minhas roupas pela segunda vez, advinha? Na mão. Que saudade de Geralda. Lavar roupa na mão é ruim demais, principalmente calça jeans, eu tenho a impressão que eu não tirei o sabão muito bem. As camisetinhas são até legais de lavar. Fui encontrar com Amanda, um menina de Goiás, que eu conheci ainda aí, pelo orkut. Ela é super gente boa, conheci uns amigos dela também. Nossa, o povo daqui é muito legal, mas tem seus chatonildos também. Sim, a gente se encontrou na Praça da Liberdade, é muito lindo lá, tem um coretinho, umas fontes que ficam umas crianças tomando banho nela. E se a gente passar pertinho molha, refresca. Aqui tá um calor da porra. Juro, que eu não estava preparada pra esse calor. Ainda bem que mainha mandou eu trazer umas roupinhas de verão, se não eu estaria fudida de calor. Depois fomos ao palácio das artes. Lindo lá, é onde as pessoas de teatro, cinemas, artes, se encontram para discutir, ou conversar sobre artes ou não.

Sexta-feira

Acordei. Fui tirar minhas roupas do varal. O que era aquilo? As roupas tudo dura, eu fiquei com medo que elas partissem. Uma dica para mim mesma: Compre um fofo! Lavei as roupas só com sabão em pó. Nossa! O ó.
Estou aqui decidindo se vou fazer uma feirinha e me aventurar na cozinha ou se vou ali em Tia Naná almoçar. Minha colega de casa não fica em casa, ou seja, eu vou ter que aprender a fazer minha comidinha. To lascada. Vou jantar sanduíche todo dia. E almoçar, só Deus sabe o que eu vou fazer.

Sábado

Vou almoçar na casa de Bárbara, e depois quando for umas 16h, nós vamos a um sambinha no bar de D. Dalva. Assim, que eu puder eu atualizo ainda mais as novidades por aqui.

Eu acho que vocês devem estar cansados de ler esse post gigante. Vou ficar por aqui. Ainda estou sem internet. Por isso as vezes eu demoro pra responder algumas coisas.

Estou cheia de saudades aqui comigo.

Um grande, enorme, gigante beijo.

=***

efeito colateral:

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 12:49 PM


Domingo, Fevereiro 10, 2008

Em Belo Horizonte

Assim que entrei no avião com o destino de vir para Belozonte, já entrei no clima, visse? Tomei uma dosezinha de dramim B6 prá ter uma viagenzinha bem tranquilinha demais. E tive, tanto que teve horas que tava tanta turbulência que mandaram a gente ajustar os acentos e colocar o sinto. A única coisa que eu fui capaz de pensar foi que se o avião caísse eu estava dormindo, feliz da vida. Tava tão dopada que nem comi, perdi até uma barra de chocolate que eles estavam servindo no avião, tu acha?

Quando enfim o avião pousou em confins, que nem é tão do inferno assim, achei maior saco, porque eu estava morrendo de sono. Peguei o busão de Confins pra BH, dormindo, quando chegou aqui tive raiva de novo por ter acordado. Daí, entrei no táxi para ir para a casa de Bárbara. Nem me perdi. Oba, cheguei. Quem recepcionou foi Hanna e Leleu, namorado de Hanna irmã de Bárbara. Foram todos excelentes. Alias, mineiros são simpáticos mesmo. As vezes até simpáticos demais. Quem disse que mineiro come quieto, disse uma grande falácia, viu? Eu estou muito bem. Fui muito bem recebida. Ainda não aprendi a usar o ônibus, a cidade é bem grande, imensa, gigante. Ma estou aprendendo. Já rodei o centro sozinha.

Hoje fui ao cinema relembrar, apesar de só, do Sunday Night Movies. Até mandei uma mensagem pra Ju para ele repassar pra vocês. Só que, detalhe, eu esqueci de salvar o DDD, então, a mensagem foi pra outra pessoa. Estava eu assistindo Sweeney Todd, sangue que só a porra, fechando o olho e morrendo de nojo. E JU, me ligando. Daí, ele me ligou de novo. Uau. Que voz diferente, tava achando até que tinha sido Léo, quem tinha me ligado, mas não era. Era o dono do número me ligando querendo saber sobre a mensagem que eu mandei. MENSAGEM QUE EU MANDEI: SUNDAY NIGHT MOVIES ALL BY MYSELF. SAUDADES. BEIJOS. CÊ. Que vergonha da porra, doido. Pedi mil desculpas ao cara, que por sua vez morreu de rir ao telefone. Pelo menos ele tinha a voz bonita.

Meninos, pra chegar lá na Escola a gente tem que subir umas ladeirinhas massa. Nossa, quanta ladeira. É demais, sô! Não existe não. Essa cidade é ladeira por todos os lados, vôti! To ensinando o povo daqui a falar nordestinês. O oxe, e o vôti, estão começando a ser bem empregados.

Sim, esqueci de dizer do choque que eu levei em Olinda, foi surreal demais. Depois de ficar vendo um morenão alto, muito bem feito, ensinar frevo à Claire, eu acho que me abestalhei e tropecei num fio, que por sua vez bateu no meu pé e me deu um choque. E eu reclamando dizendo que estava doendo, e ninguém me dava cabimento. Eu ouvi a seguinte frase: Bebe que passa! E assim, o fiz, e nada de passar. Quando chegamos em frente ao MAC, vi que tinha machucado. Diga aí, que perigo? Pode perguntar a Titi, Mila, Silvinha e Jô.

Vou ficando por aqui beijos.

efeito colateral:

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 10:45 PM


Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

Quanta ladeira. Olinda, quanta ladeira

Éramos sete, as vezes éramos doze também. E por vezes fomos menos. Mas não é isso que importa. O que é importante dizer aqui é que era carnaval. Um lindo carnaval de cores, de pessoas alegres, felizes, e que tinham direito de ser quem quiser. Eu mesma, venci meu trauma de palhaço, e encarnei uma, um pouco mal-humorada, algumas horas. Talvez porque eu fosse uma palhaça blasé, que não sabe fazer palhaçadas. Ainda assim, me diverti horrores. E o que foi o bloco “Acho é pouco”? Podíamos ver os velhinhos e as criançinhas todos de vermelho e amarelo cantando “Eu quero mais, eu acho é pouco”. Lindo, lindo. Conseguimos descer um pouco antes do bloco, e que nos fez ter uma visão debaixo para cima, então, conseguimos ver o bloco parando, a orquestra parando de tocar, o publico seguidor cantando em coro “Olinda, quero cantar(...)” só quem estava lá pode dizer o quanto é emocionante.

No outro dia, o dia que os super heróis de todo o mundo se unem para cair no frevo e no maracatu, encarnei a super heroína que há em mim. E desci, aliás, subi, subimos uma ladeira, cujo nome é bem propício, a ladeira da misericórdia. Chegando lá em cima me encontrei com a heroína, ou pelo menos usuária dessa, a Amy Winehouse, dizendo “no, no, no”. Ah, encontramos por lá também o Super Nando Reis, alguém muito parecido com Nando Reis, vestido de Super-Homem. O lado Negro do Homem Aranha, também estava por lá. Tadinho. Todo de preto naquele sol de rachar o quengo. Mas apesar de faltar água em Olinda, as pessoas ainda dão mangueiradas, e acho que isso salvou muita gente, eu mesma precisava e muito daquelas gotinhas suaves que caiam sobre nosso corpo.

Depois desse nosso super encontro fomos para o Recife antigo, do jeito que estávamos, fantasiadas, sujas, bêbadas e sem sucesso. Fomos ver o bloco “quanta ladeira”. Imagine quando os intelectuais se juntam com os grandes compositores, interpretes, artistas e resovem parodiar músicas, falar mal do mundo e de todo mundo, só pode dar em... multidão. Era tanta gente pra ver aquele encontro. E foi ótimo. Me realizei ali, depois daquele momento meu carnaval já estava garantido. E eu estava feliz.
Chegando em casa, esperamos a hora de sair novamente, e enquanto isso jogamos “Master”, perdemos duas vezes para Claire. Detalhe, ela é Inglesa. Mas nós somos brasileiros e não desistimos nunca. Quem sabe um dia a gente ganhe.

E aqui eu deixo vocês. “Quanta ladeira. Olinda, quanta ladeira. Quanta ladeiraaaaaaaaaaaa. Olinda, quanta ladeira”.

efeito colateral:

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 8:33 PM




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