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Como adorar as drogas...



Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Estou viva. Sinto-me viva. Enfim, a felicidade parece ter retornado a minha vida, depois de um longo período cinzento. Um tom avermelhado parece ter voltado a brilhar intensamente na minha vida. É preciso de um poço bem fundo e escuro para a gente procurar uma saída na luz. E eu achei. Aprendi na marra em três meses, coisas que eu não aprendi em vinte e dois anos e, conhecimento é algo que trás felicidade a um ser humano. Você saber quem é ao certo deve ser uma sensação boa. Eu ainda estou me achando. A cada ação e reação eu descubro detalhes do meu eu, e me surpreendo com meus limites e a minha tolerância.

A vida está sempre nos testando, quando uma coisa ruim nos acontece, parece que vai desencadeando outras, outras e outras, e ganhar no jogo dessa vida é saber lidar com tudo isso. A tristeza não tem fim, diria o grande poeta, e a felicidade sim, mas cabe a cada um lidar com as dores e as delícias de ser quem somos, e lidar com as nossas pedras no caminho.

Felicidade para mim, hoje, é bem diferente do que era há meses atrás. Aprendi que a felicidade de cada um é criada, é inventada. Eu posso decidir ser feliz e abraçar esse pensamento, quem vai me abater? A tristeza? E se eu minha felicidade for maior e eu decidir derrotar a tristeza? Isso seria possível sempre? Eu não me permitiria isso sempre não, assim a felicidade seria algo muito efêmera. Imagine só o cansaço que deve dá ser feliz todo o dia! Sabendo que eu posso controlar minha felicidade, vou optar por ser feliz nos pequenos detalhes, e também, vou me permitir ser infeliz quando eu quiser, oras. Mas uma coisa que para mim está muito clara é que não existe felicidade no outro. Se a dor é minha, a felicidade também, e eu devo senti-la por mim. E por quem mais merecer, porque eu sou justa.

efeito colateral:

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 1:27 AM




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