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Quinta-feira, Novembro 02, 2006

Cê e o realismo fantástico

Cê estava tão atolada na procura de seu tema de monografia que se perdeu no realismo fantástico. Durante sua incrível saga procurando relatos de realismo fantástico ou mágico, ela resolveu ir atrás dos seus personagens favoritos desse mundo que de tão real precisava de um elemento mágico para se curar. Conheceu Síerva María em 1999, estava em Curitiba e sua prima lhe emprestou um livro "Do amor entre demônios" de Gabriel García Márquez. A situação era a seguinte: Cê e Síerva Maria, apesar de viverem em diferentes épocas dividiam uma semelhança - as duas foram mordidas por um cachorro - a história de Síerva María era mais romântica, admite. Mas fizeram uma grande amizade ainda naquela época.

Depois do triste final do livro, Cê teve que ir atrás de uma nova amiga, então foi aí que ela conheceu Úrsula ainda lá em Macondo, onde tudo começou. A história da família Buendía. Compadeceu tanto da vida de Úrsula, que tinha vontade de adotar aquela sofrida velhinha, como avó. A amizade delas surgiu em 2001 e terminou ainda naquele mesmo ano. Pobre Úrsula!

Ainda em 2002 conheceu uma figura, pense num homem doido. Esse teve uma influência direta na vida de Cê. Era um autor de rádionovela, o nome dele era Pedro Camacho, nos anos 50, ele era a sensação em Lima, todas as noites das 18h às 20h, todo mundo, principalmente as mulheres, ouviam suas histórias no rádio, até que um dia muito doido, começou a confundir as histórias e a moçinha da história das 18h horas começou a se apaixonar pelo moçinho da história das 20h, foi aquela confusão. "Tia Júlia e o escrevinhador"¹ ajudou a Cê pensar em que curso fazer na universidade. Hoje, Cê está no sétimo período do curso de rádio e TV.

Em 2003 conheceu o casal Don Rigoberto e Lucrecia, o casal mais apaixonado que já viu. Rigoberto tinha um filho, Fonchito, o diabo encarnado num corpo de anjo. Cê nunca tinha visto nada igual. Olhe, esse casal viveu uma confusão tão grande por causa desse moleque, vocês nem imaginam. Não sei se foi arrependimento mais em 2004, em um outro livro Fonchito foi se retratar da confusão que fez. Cê disse que não sabe se confia nele. Mas que adorou conhecê-los em "Elogio a madrasta"² e adorou reencontrá-los em "Os cadernos de Don Rigoberto"³.

Durante esses anos se deliciando com o realismo fantástico, não houve nenhum outro gênero literário que fizesse com que ela sentir-se tão bem. Depois de estudar um pouquinho mais profundamente o gênero, ela notou que tudo que ela gostava estava mesmo que indiretamente, ligado ao realismo fantástico. E assim continua vivendo em seu mundo verde, amarelo e vermelho, fazendo amizade com personagens de livro e entrando de corpo e alma em cada história contada.

¹ - Mário Vargas Llosa
² - Idem
³ - Idem

efeito colateral:

postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 11:59 AM




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