Como adorar as drogas...
Quinta-feira, Maio 25, 2006
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nascer da lua
Estou em frente ao mar, daqui dá para sentir a maresia e a brisa que vem de lá. A brisa seria só um termo poético, porque o que sinto de verdade é um forte vento que embaraça meus cabelos. Saindo um pouco do mar, procuro olhar para areia e para as pessoas que estão ao meu lado. Olhando um pouco a direita, vejo doze homens jogando futebol: seis deles estão com camisa e os outros seis estão sem. Parei para observar bem o jogo, não gosto de futebol, mas já que estou aqui, vou olhar. O time dos descamisados ganha por dois a um, se ao menos eu entendesse do jogo, poderia complementar que eles mereceram ganhar, mas não entendo. Começo a achar que estou aqui há um tempo! Ainda estou na praia, voltei a olhar o mar, de quando em quando olho pra atrás e vejo que por ali o sol se põe. É um show de cores! Vejo o céu escuro e um degradê verde-claro. Estou olhando o mar - mais uma vez - dessa vez fico filosofando sobre a vastidão dele. Ainda consigo ver alguns barquinhos, esses de pequenos de pesca.
Assim que eu cheguei a praia o mar estava lindo, aparentava estar limpo e com uma cor que me convidava a entrar. Resisti, pensei bem e vi que estava de calça jeans, daria um trabalho para secar e ficaria cheia de areia. Seria melhor não. Agora chegou a hora de analisar os coqueiros da praia, alguns são mais altos que outros, têm até os que sofrem mais com vento e ficam tortos, os que têm frutas e os que são tristes.
Começa o mais novo espetáculo da natureza, vem surgindo do mar uma enorme bola dourada, mas ela não tem pressa, vem aos poucos. Nessa hora a praia parou. Os que caminhavam, os que corriam, os que brincavam, os que liam, os que escreviam, todos pararam para ver o emergir da lua. Algumas nuvens invejosas tentam esconder a linda imagem, mas ela está lá segura de sua beleza e vai subindo charmosa como só ela. Ela saiu do mar e está redonda, amarelada e inteira no céu. Que imagem! A cada segundo a lua vai se distanciando do sol e vai clareando, vai perdendo o seu amarelado e vai ganhando um prateado. A sua luz começa a intensificar e iluminar não só o mar, mas também ilumina as pessoas que estão ali. Estamos todos mudas, surdos e totalmente hipnotizados contemplando a magnificência da lua.
Agora são dezoito horas da tarde, ou da noite, como cada um quiser. A lua está em sua forma absoluta, prateada e esplendorosa. Ela está cheia, redonda e iluminando tudo que tem perto dela. Tendo visto esse fabuloso espetáculo, vou embora com essa imagem pintada em meus pensamentos e sabendo que a partir desse instante: Eu vejo um mundo mais feliz!
efeito colateral:
postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 7:56 PM
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Quarta-feira, Maio 10, 2006
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NOVIDADES
Olá, venho aqui dizer que estou com um outro blog, mas esse outro é em conjunto com minha grande amiga Ivna.
O endereço é http://www.nossofantasticomundo.blogspot.com
Mas não pense que eu vou abandonar esse, porque eu não vou. Assim, eu não atualizo sempre, mas ele é atualizado, então, não liguem uma coisa a outra.
Esse sempre será meu espaço pra dividir minhas bobagens, minhas histórias e outras histórias.
Até breve.
efeito colateral:
postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 6:55 PM
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Domingo, Maio 07, 2006
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Com (nem tanto) poder de Thundera
Querido diário, hoje eu acordei mais frustrada que nunca. Como você é adorado e bem calado, vou despojar minhas tristezas e constrangimento aqui, porque sei que até alguém te encontrar meus segredos aqui estarão salvos.
Eu sei que sou uma solteirona, e nem por isso eu sou infeliz. Aliás, dentro de algumas limitações eu sou até bem feliz. Sim, mas voltando ao assunto, venho através dessas letras (Times New Roman, tamanho 12) escrever que faz muito tempo que eu não beijo ninguém, ontem a noite, foi lindo, todas as minhas amigas sabendo do meu desespero - algumas até compartilhando do mesmo - tentaram fazer inúmeras tramóias para que eu finalmente relembrasse o gosto do ósculo. Eu nunca vi tanto esforço na minha vida, elas faziam de tudo para me ajudar, iam para um lado, iam para outro, me empurravam para um e para outro, mas nada adiantava. Cansada, fui ao espelho me olhar, ainda estava maquiada. Eu estava apresentável! Apresentável nada, eu tava com o poder de "Thundera" (Tandera)! Sorri para ver se tinha comida nos dentes, mas eles estavam mais brancos que nunca. Não havia nada de mau com meu hálito, exceto o gosto da vodca que eu estava tomando. E mesmo assim eu continuava só na festa. Relaxei e pensei: "Hoje não é minha noite, vou curtir a festa assim mesmo". E minhas incansáveis amigas continuaram lá caçando ao meu favor. Eu estava querendo voltar para casa, tava cansada, bêbada, quase passando mal, e minhas amigas ainda na esperança de tentar me arranjar um bêbado.
Pois é, querido Diário, esse foi um sonho que eu tive a noite passada, razão da minha frustração. Até agora estou tentando ligar para meu psicanalista para que ele possa interpretar esse sonho e me ajudar a entender por que nem sonhando eu consigo estar com alguém. Estar, de estar, você entende, não é? Bem, deveria entender. A solução mais próxima que eu consigo chegar é que isso só pode ser: MACUMBA, URUCUBACA DAS PIORES POSSÍVIEIS ou UMA PRAGA DO MAU VIZINHO.
efeito colateral:
postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 6:48 PM
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