Sentindo Cinema
¿Amor é filme. Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama. Eu sei, porque sei muito bem como a cor da manhã fica. Dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga. É drama, aventura, mentira, comédia romântica. Um belo dia a gente acorda e hummm... o filme passou por a gente e parece que se anunciou o episódio dois. É quando a gente sente amor se aboletar na gente. Tudo acabou bem e agora o que vem depois? É quando as emoções viram luz, e sombras e sons, movimento. E todo mundo vira nós dois, dois corações bandidos. Enquanto uma canção de amor persegue o sentimento. O zoom in dá ré e sobem os créditos. Amor é filme e Deus espectador.¿
João falcão e André Moraes
Cinema se vê ou se sente? Eis uma questão. Em minha particular opinião, sentimos cinema e não apenas o vemos. Assim podemos explicar porque os cegos, mesmo sem enxergarem, conseguem captar a mensagem passada pelo filme. E é justamente porque sentimos cinema que temos diferentes opiniões em relações a eles. Pessoas com os mesmos gostos podem ter diferentes visões sobre o mesmo filme, e é simples explicar, basta que levemos em consideração: o que gostamos e o que não gostamos; o que vivemos e não vivemos; o que nos comove e o que não nos comove.
Quantas vezes nós reprimimos e fomos reprimidos por algumas situações e sentimentos que afloram dentro das salas de cinemas? Um exemplo: ¿Você está chorando?! Por essa besteira?!¿. É uma reação normal, acontece. Nós, os seres humanos, somos diferentes e temos todo direito de reagir de diferentes maneiras. Uma comédia pode ser muito engraçada para uns e terrivelmente trágica para outras. Então não existe filme ruim? Só diferentes pontos de vista?! Não é isso que eu quero dizer. Existem sim, filmes ruins. Eu até poderia citar, mas há sempre alguém para dizer que achou bom! Nem sempre aquelas quatro ou cinco estrelinhas significam alguma coisa. O que aconteceu foi que você perdeu algum detalhe ou não percebeu e mesmo se percebesse não ia adiantar de nada, pois o que foi mostrado não lhe causou qualquer tipo de emoção. É tão lindo, e tão bom, quando nós sentimos que fomos além do que a imagem pode nos oferecer, e que entramos em conjunto com a obra.
Através dos sentimentos, podemos nos projetar em diversas situações em que os filmes nos colocam, ou que nos colocamos. Quem nunca se assustou, gritou, sorriu, chorou vendo filmes? Eu sempre. È mais freqüente (e também uma questão de respeito) conversarmos com o cinema quando assistimos ao filme em casa, podemos xingá-los, dá dicas de fuga para mocinha burra dos filmes de suspense, pedir para que, desta vez, o mocinho e a mocinha terminem juntos, e, por fim, suspirar junto com a (o) mocinha (o) quando pensa naquele beijo.
Uma pergunta simples e ao mesmo tempo complicada: "Gostou do Filme?" Nem sempre eu consigo responder, às vezes o filme fica martelando na cabeça até a reposta final, que pode ser diferente da resposta imediata dada. Então, na próxima vez que formos ao cinema, vamos deixar nossas armaduras em casa e seguir de corações abertos rumo ao cinema. E citando Saint - Exupéry no Pequeno Príncipe "O essencial é invisível para os olhos".
postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 2:33 PM