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Como adorar as drogas...



Sexta-feira, Maio 06, 2005

O liquidificador de Idéias


Nem tudo que parece é. Nem tudo que queremos que aconteça, caí do céu. Às vezes queremos que tudo simplesmente nos seja dado, assim sem menor esforço, como se apesar de nunca ter feito nada pra merecer tudo que lhe aconteça, você ainda assim se sinta merecedor. Não quero me sentir uma vencedora sem nunca ter lutado. Quero que todos os meus créditos sejam frutos de muita luta, esforço e amor. Não quero que o sázon da minha vida acabe nunca. Uma vida sem tempero, é uma vida vazia, triste e chata. Gostaria de conquistar todos os meus objetivos, assim como num jogo de War. Não quero me tornar uma adulta chata, cheia de responsabilidades e receios. Quero ter eternamente medo, porque assim saberei que lá dentro ainda haverá uma criança dentro de mim. Tenho medo de alma penada, porque acredito que elas existem. Quero continuar sendo chamada de boboca, doida e avoada. Não gosto das pessoas que riem demais, elas não riem com o coração. Também não gosto de pessoas muito sérias, elas não são felizes. Não gosto de pessoas que não se permitem sair de si nem que seja por um segundo, elas não sabem o que é bom. Adoro rir de mim mesma. Adoro chorar e depois ter crise de riso. Adoro mangar das pessoas. Quem não gosta, é mentiroso. Queria deixar um legado quando morrer. Tenho medo que a morte me pegue antes de ganhar a melhor partida de War. Não quero ser mais uma na multidão. Quero ser apenas Cê lá no meio da multidão. Às vezes acho que quero demais, às vezes não. Quero ser avó, mas não penso em ser mãe. Sempre acreditei que vazio se cura com um copo d'água. Algumas vezes cura, outras não. Nunca soube o que quis. Mas a vida me fez ver o caminho a seguir. Nunca sofri grandes traumas. Nem quero. Não gosto de música repetitiva. Adoro John Lennon. Odeio forró eletrônico. Não gosto de filme de ação. Sou obsessiva por Amélie Poulain. Sou muito curiosa. Não gosto da minha voz, não gosto do meu cabelo e gostaria de ser metade do que as pessoas dizem que eu sou. Eu sou muito complicada. Tenho surtos de indelicadeza. Tenho dúvidas se sou quem acho que sou. Tenho ao meu lado sempre as melhores companhias. Acho a vida algo muito engraçada, porque vivemos todos os dias, mas escolhemos apenas um dia, uma semana, um mês, um semestre, um ano especifico pra dizer que somos felizes ou não. Tenho um problema sério de não saber dá o fim certo as histórias. Acho que o final é sempre a melhor parte dela, afinal é sempre o objetivo chegar lá. E nem sempre tudo parece ser o que elas realmente são.

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 9:59 PM




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