PoLaRaMinE

Como adorar as drogas...



Quinta-feira, Setembro 30, 2004

Meu final de semana na fazenda. Não vou contar os detalhes não.

Sexta-feira,

Chegamos era noite, aventura total na estrada, cheio de raposas suicidas e caminhoneiros estressados. E ainda teve direito a 8 km de estrada de barro, Rafa foi o responsável por abrir as porteiras, Mila na direção e eu e Jão no banco de trás vendo Rafa e Mila terem todo o trabalho. Mas foi ótimo!

Sábado,

Acordei cedo como normalmente faço na fazenda, esperando que Ju e Dé chegar pra tomar café, demoraram um pouco, não esperamos ele pra tomar café não. Um bolo de chocolate magnífico. Palmas pra Izabel, a caseira! Fomos pro nosso vício o Gamão, ô jogo abençoado meu Deus, já estávamos na cerveja quando eles chegaram. Eles tomaram café e fomos andar no Rio sem água pra fazer o maior percurso para o açude. Enfim, depois de um calor desgraçado encontramos o açude e nos entregamos a ele. Nossa muito bom, água gelada mas muito boa. Voltamos pra casa com muita fome e mais uma vez, palmas pra Izabel, mais palmas pra Izabel, o doce de leite feito com leite de vaca, muito bom. Palmas pra mim, almoçar ouvindo Billie Holiday é muito bom. Passamos a tarde comendo e bebendo quando a noite chegou e Mila foi fazer a pizza a fome não veio mas mesmo assim a gente não resistiu a pizza, palmas pra Mila. Depois de tudo isso muita conversa e cama.

Domingo,

A primeira coisa que eu vejo no banheiro não foram as rãs geladas que pulavam na gente, eca, nojenta! Foi uma cobrinha verde, até bonitinha, mas já me disseram não fique analisando se é ou não é venenosa, corra. Eu só fiz fechar a porta do banheiro e fui pra sala onde Rafa tava na rede, falei da cobra, Mila acordou querendo saber se tinha ouvido falar em cobra, ela chamou Gordo, marido de Izabel, pra ir lá matar, Juliano e André acordaram, e fomos todos pro banheiro chegando lá, cadê a cobra, havia descido pelo ralo do banheiro. Tempos depois quando estávamos indo fazer nossa caminhada e nos despedir do açude, a Cobra reapareceu e Rafa matou ela. Nos despedimos de tudo e todos, mais uma vez palmas pra Izabel.



Conclusão do Final de semana: Por mais urbana que eu seja, não há nada mais lindo que um céu visto do Cariri, estrelado como só ele. Ausência total de barulho, sem televisão, telefone, celular só os grilos e os animais. Só pelo fato de falar: "ô vida besta meu Deus" e não se sentir atingida de forma alguma por aquilo que você falou. Relaxar e esquecer de tormentos. Sem mais delongas...

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 11:26 AM


Segunda-feira, Setembro 20, 2004

Fahrenheit Nove de Setembro

Hoje eu acordei um pouco mais política que ontem após ter assistido "Fahrenheit 11/9". Sempre achei a sociedade Americana Patriota demais, o que isso tem de mais? Nada, patriotismo e bairrismo não faz mal a ninguém, exceto, quando ele é excessivamente exacerbado, e quando as pessoas dessa pátria se sentem mais gente que o mundo inteiro!

Desde que tomei consciência que os Americanos se sentem heróis e o resto do mundo uma escória inimiga, eu comecei a sentir nojo dessa gente e pátria. Calma, não sou tão radical ao ponto de generalizar "os americanos são malvados", mas eu me sinto imensamente lesada diante disso e não posso esconder a raiva que sinto perante os discursos daquele louco psicótico que é George W. Bush, sou a única a pensar isso?! Acho que não.

Eu acho que esse filme é muito importante de se ver. Por que? Porque apesar de não ser Americana é bom saber da realidade daquele País, que tanto prega pela liberdade mas na hora de mandar gente ignorante ao Iraque pra guerrear, eles esquecem de perguntar se o soldado quer ir lutar? Garanto que se muito deles soubessem a verdade por trás do que foi dito, os Estudos Unidos já estava com o rabo entre as pernas há tempos.

Assistam ao filme, é muito interessante e inteligente. São pessoas com a cara-de-pau de Michael Moore que podem ainda fazer um pouco pela terra do Tio Sam.

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 12:56 PM


Sexta-feira, Setembro 17, 2004

O insustentável peso da dor

Nem a morte, uma facada, uma apunhalada, um tiro, um murro, machucam tanto quanto as palavras. Palavras podem ser afáveis e podem ser duras e fortes a ponto de machucar profundamente. Nem sempre um jeito doce e uma boa forma sutil nos leva a entender o que se passa ao nosso redor, as vezes é necessário certa dureza nas palavras pra se fazer entender, não nego que doa, mas o mundo não é cor de rosa, nem eu sou perfeita, mas também não devo carregar comigo todo o peso das dores do mundo. O peso da dor é insustentável em consideração a leveza da vida!

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 10:22 PM


Quarta-feira, Setembro 08, 2004

Analisando um Romance


Eu e meus pensamentos obsessivos não pararam de pensar durante um bom tempo nos Romances, principalmente fazendo uma comparação dos Clássicos aos Romances, aliás, gênero meio esquecido pelo cinema, hoje, já adotado pela comédia romântica. Uma coisa que não pude deixar de notar é que os finais felizes nos clássicos nem sempre aconteciam, exemplos, Ilsa e Rick não ficaram juntos em Casablanca, os personagens de Natelie Wood e Warren Beatty não ficaram juntos em Splendor in Grass, e mesmo ainda assim não deixaram de ser grandes filmes.

Hoje, quase que obrigatoriamente o mocinho e a mocinha tem que ficar juntos, independente dos obstáculos que aparecerão no caminho. Caso uma história romântica não tenha um final Feliz esse filme não vai fazer nenhum sucesso. Por que? Porque a expectativa de se encontrar um amor verdadeiro é tão minúscula que é preferível ver essa cena projetada numa tela grande, onde os espectadores possam se sentir como os personagens e viver aquela realidade imaginária por apenas alguns segundos, que lidar com a vida real!

Existe uma questão muito mais sociológica por trás disso tudo. Por que os clássicos não tem essa necessidade de conto de fadas? Uma sociedade mais conservadora que preferia não alardear os maridos com a seguinte justificativa - "não se preocupem elas não irão largar vocês e seus filhos para ir atrás do amor verdadeiro" - assim como Rick, fez com que Ilsa continuasse ao lado de seu marido pra protegê-la. Outro caso é o Splendor in grass, onde os personagens de Natalie Wood e Warren Beaty deveriam ficar juntos, pois não ficaram quando eram jovens, e depois de anos se reencontram e sabem que um continua amando o outro mas que existe uma família envolvida que não pode ser largada pra ser viver o grande amor!

Nos filmes da atualidade esse pudor não existe, não é uma família, não são os filhos e o marido que impedirão uma mulher ou um homem, de seguir seu caminho com a mulher ou o homem amado. O "não" na hora do casamento, a humilhação do noivo a do noiva, pouco importa, importa é que chegue em tempo pra resgatar o verdadeiro amor. Essa cena é muito comum nas comédias Românticas, como no filme Louco por Elas, onde o noivo rejeita a futura esposa ainda na igreja pra ser feliz com a prima dela. No caso de um clássico certamente o casal, ou um deles morreriam, a justificativa seria o castigo divino.

Não estou muito certa de qual tipo de Romance eu mais gosto, se um clássico "pé-no-chão" com beijo insosso e inocente ou um cheio de confusão, malícia, sexo, surrealidade e que diferente da vida real tem um final feliz com direito a "todos viveram felizes para sempre"!

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 9:14 PM




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