PoLaRaMinE

Como adorar as drogas...



Quarta-feira, Julho 28, 2004

Cê com toda força de gás volta pra contar suas incríveis histórias, ontem na casa de Silvinha eu me lembrei de algumas e contarei pra vocês.

Não lembro que exato ano era, eu deveria ter nove anos de idade e fazia parte do grupo infantil do Ballet Old'Mar, fomos convidadas a participar de um desfile, a nossa Professora fez uma linda coreografia de Tango só que uma adaptação para o ballet clássico, ficou muito linda! No dia da apresentação minha prima Ludmila que fazia ballet comigo disse: "Você não pode usar calcinha na hora da apresentação, pois se não vai aparecer!" Eu muito constrangida fiz o que ela mandou.

Até hoje tenho a fantasia usada, era vermelha bem curtinha, com um lascão e bordado de renda e lantejoulas pretas. A meia-calça tinha que ser preta. Pelo menos isso!

A coreografia: sentada numa cadeira de plástico branco. Começava com as bailarinas sentadas com as pernas abertas (nove e quinze, procure um relógio que você entende!), com muito lances de pernas.

Como eu me sentia? Eu não estava acreditando que estava dançando o Tango sem calcinha, a meia calça incomodava um bocado, dá-se pra imaginar porque! Grande alivio senti quando terminou, a Professora me elogiou, disse que eu tinha dançado muito bem, e eu imaginando "como?". Fui conversar com uma outra bailarina pra saber como ela tinha se sentido por ter feito a coreografia sem calcinha, a reposta dela: "Por que? Eu dancei com calcinha, você não?" Eu só pensava "Mila, você me paga!" e pagou, eu pelo menos dancei na parte de trás do palco, e ela estava na primeira fileira!

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 1:43 PM


Terça-feira, Julho 06, 2004

A Santa Ignorância

A Santa Ignorância é a mãe e o pai dos burros, sem querer ofender raça tão nobre de quadrúpedes. Deixa eu explicar melhor minha função aqui, o que quero lhes dizer é o seguinte: O preconceito inferioriza o homem e quem sou eu pra dizer que não sou? Mas a falta de respeito para com os outros é muito absurda. Como uma aluna de comunicação-social me desfiz de diversos preconceitos pra ser mais justa, infelizmente a maioria dos meus colegas não pensam assim.

Essa semana ouvi uma coisa que me deixou muito decepcionada com eles. Eles estavam discutindo a "macumba" na música de Margarete Menezes e outros cantores Baianos. Baseada em conhecimentos empíricos posso raciocinar que a Bahia é o Estado brasileiro aonde mais se cultiva a cultura negra no País, que fica muito claro pra mim que a "macumba" faz parte da religião de um povo e que os terreiros umbanda deviam ser respeitados assim como a casa de Deus.

O argumento que os "macumbeiros" não são cristãos pra mim é muito fraco, pois desconhecemos os dialetos e a própria língua Africana. Eu sou a favor da seguinte forma de pensamento: Não importa se você acredita no Hinduísmo, Budismo, Catolicismo, Rosa e cruz, Pai de Santo, Orixás, Filhos de Gandhi, Wicca Gnomos, Magos ou até mesmo em extraterrestres, eles são os mesmos só mudam o nome e a cultura de cada um. O Todo Poderoso é aquele que acreditamos e nos devotamos.

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 10:22 AM




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