Longe da vida Urbana.
Um final e um começo de semana diferente. Fomos para a fazenda no sábado, sem televisão, sem telefone e sem celular. Estrada de barro, morros, açude. Mais paz impossível. Estava tudo perfeito, comida maravilhosa, tudo muito maravilhoso. O verde da vegetação, o azul do céu, a cor encarnada do açude.
A casa com as janelinha azuis, o som que ecoava dentro da casa, as rãs que habitavam o banheiro, as jogadas entorpecidas no sótão. Foi tudo muito Barroco, muito Bucólico, só faltava Maria de Dirceu.
O céu, as estrelas nuas, a lua sorridente de Alice.
O que vamos jogar essa noite? Master, Scotland Yard, War, gamão, buraco?
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Por trás da beleza da fazenda.
Claro, que se tratando de Cecília, alguma coisa tinha que acontecer. Vou enumerar as minhas leseiras:
Leseira 1: Depois de uma longa caminhada, de uma bela nadada no açude, de um almoço dos Deuses, nada melhor que uma partida de Gamão. Existiam dois copos de couro para balançar e lançar os dados, um copo com cerveja dentro. O que Cêzinha fez? A inteligência rara aqui, simplesmente jogou os dados dentro do copo de cerveja. Notei que algo estava estranho, o barulhinho que o dado fez, era diferente, um "glup".
Leseira 2: No outro dia resolvemos jogar buraco e tomar uma cerveja. Ótimo, já diria Chico Science, "Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor". O que poderia acontecer? É claro que ia derramar o copo de cerveja em mim. Daí você começa a pensar, pra ser positivo, é claro, "alguma coisa me dizia pra não beber", "foram os Santos me protegendo!". Ainda acho que foi uma maldição da Skol para eu nunca tomar outra cerveja. Eu entendi o recado, tá?
Leseira 3: Não entra no conceito de leseira, mas foi ridículo, então, tem que ser contado. Estávamos no Sótão tentando jogar o caso 82 de Scoland Yard, que é absurdo, por sinal. Do nada aparece uma formiga de asas e me pica bem na virilha, que dor, eu estava de saia comprida (aquela mesma do ônibus). Eu ainda vi a maldita andando na minha saia e comecei a gritar: "mata", "mata". Eu só escutava: "tira a saia", "tira a saia". Pensei nem duas vezes tirei a saia e joguei no chão. Imaginem que cena linda! Quem estava no sótão? Mila, Ivna e Thiago. Pior séria se pior fosse.
Eu me diverti demais nesses últimos dias. Obrigada, Mila, Ivna, Thiago e Juliano por todos os ótimos momentos na fazenda. E desculpa o espirito abusado que baixou em mim algumas vezes.
Se lembrarem de mais alguma leseira minha pode me lembrar.
Beijocas.
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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 2:16 PM