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Como adorar as drogas...



Sexta-feira, Março 26, 2004

O livro que todos devem ler: Revolução dos Bichos, George Orwell.

Senhor Jones, dono de uma grande fazenda, vê-se expulso de sua propriedade pelos seus animais que, ao se rebelar contra seu Dono, pregavam igualdade para todos, diante de suas possibilidades. Todos os animais trabalhariam em grupo e, tudo que fosse colhido e plantado, seria dividido entre eles. Seguiam um mandamento que se resumia em: os animais não deveriam, de forma alguma, criar hábitos humanos, "quatro pernas bom, duas pernas ruim".

Na tentava de reaver sua antiga Fazenda, o Senhor Jones juntamente com outros fazendeiros vizinhos se uniram para acabar com a Revolução dos Bichos, mas não obtiveram sucesso nenhum. Pois, com a liderança dos porcos - que eram os mais inteligentes - e a força dos cavalos, os animais novamente os expulsaram.

Depois do ataque de Jones a nova propriedade dos Bichos, um porco astuto propôs liderança para protegê-los dos "duas pernas". Algum tempo depois, os animais estranharam os novos costumes dos porcos, que dormiam em camas, tinham direito a mais comida e bebida, comiam em mesas, recebiam visitas dos antigos inimigos, que eram atuais aliados. E, surpreendentemente, aprenderam a andar sob duas pernas. Os Bichos logo notaram que agora trabalhavam tanto quanto nos tempos de Jones.

Com a ascensão dos porcos ao Poder, implantou-se o Totalitarismo. Eles tornaram-se iguais ou piores que o Senhor Jones. No início da Revolução, pregavam "quatro pernas bom, duas pernas ruim", agora o seu discurso era: "quatro pernas bom, duas pernas ainda melhor".

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 11:57 AM


Quarta-feira, Março 24, 2004

Vamos, façam o teste de quantos anos você tem. Esse troço foi muito impiedoso comigo!

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 9:17 PM


Terça-feira, Março 16, 2004

Mudanças

Foi em abril de 1996, que nos mudamos para a Av. Guarabira, 823. Bem antes de nos mudar, nós já visitávamos a casa, quem morava nela antes era minha tia Avó. Lembro de muitas vezes ter brincado de esconde-esconde nos matos da casa, de saborear o mel das plantas, da seriguela e da acerola.

Quando nos mudamos nada mais era novidade. Ela agora era apenas uma casa mal dividida, cheia de batentes e escadas. Sem esquecer das portas de madeira com vidros, quando amanhecia, o sol penetrava e iluminava todos os cômodos.

Eu tinha onze anos quando chegamos na casa, conheci o primeiro vizinho aos 15 anos. De coisas bizarras a engraçadas, tudo aconteceu. De separações a novas uniões. Tantas festas, tantos amigos, tantos novos amigos, tanta alegria e tristeza.

Dizem que para mudar de vida é necessário uma grande mudança, será essa a minha? Estou precisando mudar alguns conceitos sobre vida. Enterrar o passado, deixar pra trás tudo que passou, para enfim, viver melhor o presente.

Todo começo tem seu fim, e todo fim tem seu recomeço. Há mudanças que vem para o bem...

No próximo Sunday Night Movie, estarei no meu novo lar.

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 7:51 PM


Segunda-feira, Março 08, 2004

Coleguinhas, menininhas, florzinnhas, companheiras... Parabéns pra nós. Eu coloquei essa música lá no meu fotolog e vou colocar aqui também: A música é de Ritinha Lee meu amor.

COR DE ROSA-CHOQUE

Roberto de Carvalho - Rita Lee

Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso de quem nada quer
Sexo frágil, não foge à luta
E nem só de cama vive a mulher

Por isso não provoque
É cor de rosa-choque

Mulher é bicho esquisito
Todo mês sangra
Um sexto sentido maior que a razão
Gata borralheira, você é princesa
Dondoca é uma espécie em extinção

Por isso não provoque
É cor de rosa-choque

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 6:59 PM


Domingo, Março 07, 2004

Nem só de leseiras e felicidade vivem os homens

O que seria de um ser humano sem um pouco de tristeza? Já diria meu amigo Vinni de Moraes. "é melhor ser alegre que ser triste alegria é a melhor coisa que existe, é assim como luz no coração. Mas pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado de tristeza senão, não se faz um samba não".

Parece drama, e deve ser, afinal com 19 anos não dá pra fazer um pânorama da vida, mas a impressão que eu tenho é que pra mim o tempo parou, nada muda tudo permanece na mesma. Eu me sinto dentro de um globo fechado dando voltas e voltas mas sem chegar em lugar algum!

Domingo já é um dia preguiçoso e triste, ainda mais quando ele é chuvoso e ressacado! Hoje eu não estou uma das pessoas mais felizes da face da terra, mas certamente o amanhã será diferente.

Essa porra serve pra isso também, sabia? Pra compartilhar as viajens e os momentos melancólicos da vida.

Escritas pra aliviar o coração...

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 5:33 PM


Sexta-feira, Março 05, 2004

Cecília Japiassú Porto produções informa:

Devido a falta de audiência resolvemos por fim na série "As Incríveis Loucuras de Geralda Gomes".

Atenciosamente, Cecília Japiassú Porto.

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 6:19 PM


Terça-feira, Março 02, 2004

As Incríveis Loucuras de Geralda Gomes.

Não sei sabe direito sua idade ou data de nascimento, não podia comemorar o seu aniversário por não saber ao certo o verdadeiro dia. As loucuras de sua vida começaram desde o dia em que nasceu, sua Mãe, ainda mais louca, a registrou como se tivesse um ano a menos, ou seja, não sabia quando comemorar e nem sua idade.

Geralda morava no Interior na Paraíba, devia ter cerca de um metro e sessenta de altura, uns cinqüenta e sete quilos, e uma cicatriz que parecia um triângulo entre os olhos e a sobrancelha. A cicatriz que ela tinha no olho foi um coice de um burro, como estava sangrando muito resolveram colocar carvão para estancar o sangue. Resultado, foi uma cicatriz que parecia um triângulo preto de carvão entre o olho e a sobrancelha.

Como não se sabe direito sua idade, entre seus quinze e dezoito anos, saiu de casa por não mais agüentar as loucuras de sua mãe. Foi para a Capital, conseguiu emprego na casa de três estudantes que saíram do Interior para cursar Universidade na Capital.

Por ter sido criada num ambiente cheio de loucura e de histórias extraordinária, Geralda se tornará um pessoa fantástica, falava o que lhe vinha a cabeça, era atrevida e acima de tudo louca. Quando não gostava de alguém era daquele tipo, que fazia mil estripulias pare se vingar. No edifício onde morava com as três estudantes, havia um porteiro chamado Edvaldo, que bebia todo o seu salário e deixava a mulher e filha com fome em casa. Para se vingar, ela telefonou para a portaria e perguntou se ele queria um suco e se ele quisesse que fosse ficar embaixo da varanda de seu apartamento, que ela iria lhe dar o suco. Quando o porteiro Edvaldo chegou no lugar marcado, ela pediu para que fechasse os olhos, ele nunca conseguiu sentir o gosto do suco, mas talvez o cheiro dele que impregnava seu corpo, ela jogou o suco em cima dele. Coincidentemente nesse mesmo dia o fiscal do prédio foi fazer a vistoria, encontrou o porteiro todo sujo e lhe deu uma advertência, pelo menos Edvaldo passou um bom tempo sem beber.

Quando andava pelas ruas saia insultando todo mundo, o pobre do eletricista consertando os Postes e ela gritando "Vai Derrota, cuidado pra não levar um choque e morrer", um pobre homem na bicicleta "cuidado pra não cair", uma mulher muito feia "Incognha, deixa de ser feia!". Quando alguém se irritava e ia tomar satisfações ela só respondia gesticulando como se fosse bater na pessoa e falava:
- Eu luto Karatê, eu corro mais que você. - E saia correndo.

Houve um tempo que ela se sentia doente e foi procurar um médico.
- Seu Dôtor, eu tenho uma doença que a maioria dos brasileiro tem, mas será que tem cura?!
- Me diga, qual é sua doença?
- É fiura, Dôtor!

... Cenas para o próximo capitulo.

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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 12:21 PM




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