Como adorar as drogas...
Quinta-feira, Dezembro 25, 2003
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Conto de Natal.
Natal época de agradecimento, de presentear e ser presenteado, de comemorar o nascimento de Cristo. Pra mim, Natal não passa de uma Festa chata e sem sentindo. Comer , beber e ir dormir, pra mim isso é um dia qualquer na minha vida. Mas qual seria o motivo de diferença do Natal para um feriado normal? O Nascimento de Cristo, sua besta! Ah é. O pobrezinho que nasceu em Belém, comemora aniversário hoje dia 25 de dezembro. 2003 anos de idade. Tá em forma! Porém que desses 2003 anos, ele não viveu 1970. Ou seja só aproveitou vivo 33 anos de vida! Isso que é Celebridade. Jackeline Joy e Darlene da novela das oito iriam adorar.
Mas nada que tá aí em cima importa. O que importa é que o Natal pra mim é um dos dias mais tristes do Ano. Não consigo explicar por que é. Apenas é! Conheço poucas pessoas que gostam do Natal. O comércio adora. Presentinhos e mais presentinhos. É tão bom ganhar presente, né não? Eu gosto, mas desde de algum tempo pra cá, nem pra isso serve mais o Natal. Era tão bom quando eu era criança, sempre ganhava besteirinhas enroladas num lindo papel de presente. Adorava! Pena que meu pai nunca me deixou acreditar em Papai Noel, acho que seria tão mais divertido. Eu e minhas primas a gente sempre re-apresentava as comemorações Natalinas do Colégio para a Família. Lembro que na hora do Ceia minha mãe me acordava pra comer e abrir os presentes. Eu comi, via e voltava a dormir. Infelizmente tudo isso são apenas lembranças de uma época em que eu acreditava no Natal. Esqueci de tudo que vivi, perdi a fórmula. Mas apesar de tudo: FELIZ NATAL!!
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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 3:52 AM
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Quinta-feira, Dezembro 11, 2003
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Chico e Leninha
Essa será uma linda história de amor, mas não irá envolver Taj Mahal ou Jorge Ben Jor (Para os que entenderam, Parabéns. Para os que não, deixa pra lá!)
Essa história é BASEADA em fatos quase reais, ela não é totalmente real.
Vivíamos numa casa: eu , meu irmão, minha avó, meu tio, Bob e minha mãe. Um belo dia chega em minha casa com Chico. No início, ele era meigo, tímido, super na dele. Mas, com o passar dos anos e toda a mordomia que o clã Japiassú Porto lhe proporcionava, ele começou a se sentir a cocada preta. Parecia que só eu via a maldade de Chico. "Ele é inofencivo, mas você, você tem inveja dele. Ele é lindo!!" . Entre abraços e cheiros nele.
Logo depois de alguns anos, acostumei-me com idéia de dividir o mesmo lar com ele, até esquecia que deveríamos ser inimigos.
Um belo dia, aparece lá em casa, a mãe de Anéia, que trabalhava lá, e consigo havia trazido Leninha. Minha avó logo tratou de cuidar de Leninha para que nada lhe faltasse, arranjou um lugar para ela dormir, arranjou comida e bebida da melhor qualidade. Assim que Chico e Bob viram a galinha, logo se apaixonaram e fizeram de tudo para conquistá-la. Como ela tinha vindo do sítio, não estava acostumada com esse comportamento de "cidade grande", ficava muito incomodada com tudo que eles faziam. Chico tinha sido criado aos mimos, cheio de frescurite. Bob, já havia sido criado em um ambiente diferente, sem tantos bons tratos. Ele era carente e demostrava muito bem que necessitava de carinho, e poucos o tinham dado.
Nas incríveis disputas entre Bob e Chico pelo amor de Leninha. Chico, com toda sua delicadeza, ofereceu o melhor que podia. E, mais uma vez, Bob foi ofuscado por Chico e sua boa criação. Bob não tentou se vingar, nem teve rancor do irmão de criação, mas também não ia ver de camarote a felicidade dos dois. Pensou em fugir, mas viu que ele só sairia perdendo. Perdeu Leninha e iria perder sua família também? Juntou Leninha e Chico para conversar e propôs que eles fossem embora já que iriam se casar e começar uma nova família. Chico com sua bondade e pureza (agora eu admito isso) decidiu ir embora com Leninha para satisfazer a vontade do irmão de criação. E, na calada da noite, sem que ninguém soubesse, nem mesmo minha mãe, Chico foi embora com Leninha.
Amanheceu eu só escutava os gritos "QUEM DEIXOU A MERDA DO PORTÃO ABERTO!!". E acordei (acordei não, fui acordada) puta da vida. "QUE PARDIEIRO É ESTE?!", "NINGUÉM DORME NESTA CASA NÃO?!". Nesse instante, soube que o cachorro havia fugido com a galinha. Nunca soubemos o paradeiro deles, mas sabemos que eles foram muito felizes.
Obs: Chico (nome do meu avô e do cahorro) e Leninha (nome da avó e da galinha)
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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 11:07 PM
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Domingo, Dezembro 07, 2003
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Mais um episódio da Comédia da vida de Cê. Essa história já aconteceu a um tempo , mas rende certas gargalhadas. Tem coisas... BOOM... que só Cecília faz por você!
Minha primeira visita ao Cardiologista. Fomos eu, minha mãe e meu irmão. Fui a última a ser atendida, afinal, por quê cargas d´gua uma pirralha de 15 anos vai a um cardiologista? Pra fazer (falar) merda, eu te garanto! Apesar de ter sido a última a ser atendida, meu irmão e minha mãe continuaram na sala do médico comigo. Ele olhou pra minha cara e perguntou :
- O que você tem?
- Dr., meu coração tá batendo - respondo imediatamente.
- Minha filha, o ruim seria se ele não estivesse! - respondeu o Dr. Muito calmamente.
Quando olhei pra o lado tá meu irmão tapando a boca , vermelho de tanto rir. No outro lado vejo minha mãe procurando um lugar pra esconder a cabeça de vergonha. Resolvi tentar resolver a merda já dita, morrendo de vergonha me perguntando "Como Cecília, como? Me responda. Como você pode fazer uma coisa dessas com você! Cala a boca. Pensa antes de falar, sua louca!" Tirei forças de não sei onde pra responder:
- Dr. Eu queria dizer que ele tá batendo mais rápido que o normal!
- Ahhh... - respondeu o Dr. Mandando eu fazer uns exames lá.
Fiz os danados dos exames. Deu um Prolapso na Valvula Mitral, que é comum, e a maioria dos brasileiros têm! Mas nada, nem mesmo esse prolapso, cura a vergonha que eu senti. Sabe aqueles dias que a gente quer ser invisível ou muda?! Exatamente nesse dia, eu queria ter sido muda!!!
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postado por: CECÍLIA JAPIASSÚ PORTO 7:22 PM
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